Exames de rotina pós-exposição: o que fazer em caso de contato com o HIV?

Exames de rotina pós-exposição

Ter contato direto com o HIV pode ser uma experiência assustadora, mas a boa notícia é que existem formas eficazes de prevenir a infecção quando as medidas certas são tomadas rapidamente. A profilaxia pós-exposição (PEP) e os exames de acompanhamento são ferramentas cruciais para minimizar os riscos e monitorar a saúde após uma possível exposição ao vírus.

Neste artigo, vamos explorar o que fazer imediatamente após uma exposição ao HIV, como funciona a PEP e quais exames de rotina são necessários para garantir a segurança e o bem-estar. Boa leitura!

O que é considerado uma exposição ao HIV?

A exposição ao HIV ocorre quando há contato direto com fluidos corporais potencialmente contaminados, como sangue, sêmen, fluidos vaginais ou leite materno. Os cenários mais comuns incluem:

  • Relações sexuais desprotegidas (sem preservativo ou com rompimento do mesmo).
  • Compartilhamento de seringas ou agulhas.
  • Acidentes ocupacionais, como profissionais de saúde que sofrem cortes ou picadas de agulhas contaminadas.
  • Contato direto de mucosas ou pele lesionada com fluidos corporais.

Se você acredita que foi exposto ao HIV em qualquer um desses contextos, é fundamental agir rapidamente.

Primeiros passos após a exposição ao HIV

  1. Lave a área de exposição Caso tenha havido contato com fluidos corporais, lave imediatamente a região com água e sabão. Se o contato foi com mucosas (como olhos ou boca), enxágue abundantemente com água ou soro fisiológico.
  2. Procure atendimento médico imediato Vá a uma unidade de saúde, hospital ou pronto-socorro especializado em doenças infecciosas o mais rápido possível. O tempo é um fator decisivo para o sucesso do tratamento.
  3. Solicite a profilaxia pós-exposição (PEP) A PEP é um tratamento preventivo que reduz significativamente o risco de infecção pelo HIV quando iniciado em até 72 horas após a exposição.

O que é a profilaxia pós-exposição (PEP)?

A PEP consiste no uso de medicamentos antirretrovirais por 28 dias para prevenir a infecção pelo HIV.

Como funciona?

Os antirretrovirais agem impedindo que o vírus se estabeleça no organismo. Para que a PEP seja eficaz, é crucial que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas após a exposição, e nunca além de 72 horas.

Quem deve usar a PEP?

A PEP é indicada em casos como:

  • Relações sexuais desprotegidas ou com falha do preservativo.
  • Exposição ocupacional (profissionais de saúde e similares).
  • Compartilhamento de agulhas.
  • Violência sexual.

Exames de rotina após a exposição ao HIV

Mesmo com a PEP, é necessário realizar exames periódicos para monitorar a saúde e garantir que a infecção não ocorreu. O protocolo de acompanhamento inclui:

1. Exame inicial

Antes de iniciar a PEP, é realizado um teste rápido ou exame de sangue para determinar se a pessoa já vive com o HIV.

2. Teste de 30 dias

Cerca de um mês após a exposição, realiza-se outro teste para verificar se há sinais de infecção.

3. Teste de 90 dias

Um exame final é realizado após três meses, quando o organismo já teve tempo suficiente para produzir anticorpos detectáveis, caso o vírus esteja presente.

Os testes utilizados são altamente sensíveis, como o teste rápido de HIV e os exames de antígeno/anticorpo de 4ª geração, que conseguem identificar infecções em estágios iniciais.

Outros cuidados e exames necessários

Além dos testes específicos para o HIV, é importante investigar outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que podem ter sido transmitidas durante o contato. Esses exames podem incluir:

  • Sífilis.
  • Hepatites B e C.
  • Gonorreia e clamídia.

Em casos de exposição sexual, também pode ser indicada a profilaxia para outras infecções, como hepatite B, dependendo da situação e do histórico vacinal.

Como garantir a eficácia da PEP?

A eficácia da PEP depende de alguns fatores importantes:

  • Início rápido: quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maior será a chance de sucesso.
  • Adesão ao tratamento: é essencial tomar os medicamentos diariamente durante os 28 dias, sem interrupções.
  • Monitoramento médico: mantenha o acompanhamento com um profissional de saúde para avaliação de efeitos colaterais e ajustes, se necessário.

Prevenção é sempre o melhor remédio

Após uma situação de exposição ao HIV, a prioridade é buscar atendimento e iniciar a PEP. No entanto, a prevenção contínua deve ser parte da rotina.

Medidas preventivas essenciais

  1. Uso de preservativos em todas as relações sexuais.
  2. Não compartilhar seringas ou objetos perfurocortantes.
  3. PrEP (profilaxia pré-exposição) para pessoas com maior risco de exposição, como profissionais do sexo ou quem tem múltiplos parceiros sexuais.
  4. Vacinação contra hepatites e outras infecções preveníveis.

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